“Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.” (Provérbios 3:5)
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Imagem gerada por AI |
Você já confiou desconfiando de alguém? Talvez até tivesse motivos: quem sabe a pessoa tenha mentido ou falhado com você em algum momento. Nesse caso, a insegurança é compreensível.
Mas há uma pessoa em quem você jamais pode confiar plenamente — e essa pessoa é você mesmo. Sim, não se assuste. O sábio nos adverte justamente sobre isso: não devemos nos estribar em nosso próprio entendimento. Em outras palavras, não devemos apoiar nossa confiança em nós mesmos. O verbo “estribar”, traduzido do hebraico, significa literalmente “apoiar-se, inclinar-se sobre” (Strong, 8172). Em português, é como “pôr os pés nos estribos” e, figurativamente, significa “fundamentar-se ou basear-se”.
O comentarista Matthew Henry resume bem ao dizer que os que verdadeiramente conhecem a si mesmos descobrem que seu entendimento é como uma cana quebrada — falhará se se apoiarem nela.
Existem muitas razões pelas quais não devemos confiar em nós mesmos:
• Nosso coração é enganoso e desesperadamente corrupto (Jeremias 17:9);
• Dele procedem maus pensamentos, adultérios, prostituições, homicídios, furtos, avareza, maldades e tantas outras coisas (Marcos 7:21-22);
• Nosso conhecimento é limitado e falho;
• E nossa carne é naturalmente inclinada para o pecado.
Por isso, quando decidimos guiar nossa vida baseados em nosso próprio entendimento, o resultado inevitável é o fracasso. É justamente essa autoconfiança que leva muitos a caminhos tortuosos — especialmente os mais jovens, que muitas vezes pensam saber tudo sobre a vida e se recusam a aceitar conselhos ou advertências.
Em vez disso, somos chamados a confiar no SENHOR. E veja: a Palavra de Deus nos ensina como essa confiança deve ser — “de todo o teu coração”. Ou seja, não é uma confiança parcial, insegura, desconfiada. É uma entrega plena, total, sem reservas. É colocar a vida inteira nas mãos dAquele cujo conhecimento é perfeito e cujo amor é eterno.
Essa verdade me faz lembrar de uma antiga história...
Um alpinista, determinado a conquistar o Aconcágua para alcançar glória pessoal, decidiu escalar a montanha sozinho. Subiu por horas, sem preparo para acampar. A noite caiu — escura, gelada, sem visibilidade. Faltando pouco para alcançar o cume, escorregou e despencou montanha abaixo.
Em queda livre, viu sua vida passar diante dos olhos. Até que, de repente, um forte tranco o parou — estava preso pela corda de segurança que havia amarrado ao seu corpo.
Suspenso no vazio, envolto pela escuridão, ele clamou:
— Deus, socorre-me!
Então, ouviu uma voz como de trovão:
— Você confia em Mim?
— Sim, eu confio!
— Você realmente acredita que Eu posso salvá-lo?
— Tenho certeza, meu Deus!
— Então, corte a corda.
Depois de um silêncio tenso, o alpinista agarrou-se com ainda mais força à corda, certo de que cortá-la significaria sua morte. Na prática, ele continuou confiando apenas em si mesmo — em sua experiência, em seu raciocínio, no que podia ver ou entender.
Na manhã seguinte, os socorristas encontraram seu corpo congelado... ainda pendurado na corda — a menos de dois metros do chão.
Quantas pessoas estão exatamente assim: presas à sua “corda”, com medo de confiar plenamente em Deus... e, por isso, permanecem suspensas no vazio, à beira do colapso.
Aplicação:
- Você está apoiando sua vida em quê — ou em quem?
- Está se firmando na sua própria capacidade, entendimento ou experiência?
- Ou tem confiado de todo o coração no SENHOR, mesmo quando isso exige cortar a “corda” da autossuficiência?
Em nome de Jesus, amém.
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