Portanto, não temeremos…

Quando a terra se abalar, quando o seu chão desabar, em quem você buscará socorro?

“Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza.” (Salmos 46:2,3)

Pr. Cleber Montes Moreira

Em 1755, um terremoto seguido de um tsunami devastou Lisboa, causando a morte de cerca de 100 mil pessoas. No dia 26 de dezembro de 2004, um terremoto de 9.2 graus na Escala Richter provocou uma série de tsunamis que devastaram países banhados pelo Oceano Índico, principalmente a Indonésia, provocando mais de 230 mil mortes e deixando cerca de 40 mil desaparecidos. O terremoto no Haiti, em 2010, matou mais de 250 mil pessoas. O ciclone da Índia, em 1970, foi o pior registrado na história, causando, segundo estimativas, 500 mil mortes. O maior desastre natural ocorreu em 1931, na China, com a inundação do rio Huang He (Amarelo), durante os meses de julho e novembro, e matou cerca de 4 milhões de pessoas.

A fúria da natureza é impressionante, e atesta a nossa impotência. Quem sou eu diante de um terremoto de grande magnitude, um tsunami, ou um ciclone? Eventos mais brandos têm ceifado vidas. Um sobrevivente de um tsunami na Indonésia, em 2018, narrando sua experiência, disse: “Tentei me segurar em qualquer coisa para sobreviver”. E quando não há nada em que se segurar?

O salmista fala de eventos de grandeza imensurável, verdadeiros cataclismos, para expressar sua dependência e confiança naquele que tem poder para guardá-lo. Ele se sente seguro, “ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”, ainda que as estruturas o universo sejam afetadas, pois sua confiança está naquele que é “o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Salmos 46:1).

Na vida, muitos acontecimentos podem ser comparados aos eventos mencionados pelo salmista. É durante as adversidades que demonstramos onde está nossa fé: ou nos apoiamos em nossa própria força, que nada é, ou tentamos nos agarrar em alguma “tábua de salvação”, seja alguma crença, religião, ou outra coisa, ou, então, confiamos em Deus, sabendo que “o Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio” (vs. 7,11).

Quando a terra se abalar, quando o seu chão desabar, em quem você buscará socorro?

Aqueles que confiam em Deus, somente eles, diante de qualquer situação, podem dizer com segurança: “Portanto, não temeremos…”. Pense nisso.

Quando nos cercar o mal,
Ao rugir o temporal,
Em Jesus é confiar,
Nunca poderá falhar.
(O Segredo do Viver, hino 329 do Cantor Cristão)

Portanto, não temeremos…
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