Fulano descansou?

 “Fulano (a) descansou” é observação corriqueira em velórios, principalmente sobre quem faleceu após muito sofrer. Mas, será que esta frase condiz com a realidade de todos?

“E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem.” (Apocalipse 14:13 — ACF)

Pr. Cleber Montes Moreira

Após 8 meses internado, lutando contra o câncer, Josué Alvarenga faleceu de pneumonia. Durante o velório, um amigo da família, na intenção de ajudar a confortar os enlutados, disse: “Josué descansou.” Enquanto ouvia estas palavras, a viúva, sem dizer nada, vertia suas lágrimas. Os três filhos, ao lado da mãe, partilhavam de seu sofrimento enquanto lhe davam suporte.

Josué deixou boas lembranças: bom marido, bom pai, trabalhador, honesto… apesar de se dizer religioso, não tinha vínculo com nenhuma igreja local. Em sua casa, pequenos quadros e uma Bíblia aberta no Salmo 23 indicavam que ali Deus era lembrado. No carro, um adesivo em que se lê: “Deus é fiel”. Era caridoso, e sempre colaborava com alguma ação beneficente, seja financeiramente ou com donativos. De bom coração, procurava ajudar quem precisava.

Josué, depois de tanto sofrimento, “descansou”. É assim que somos levados a pensar quando alguém bom morre. “Fulano (a) descansou” é observação corriqueira em velórios, principalmente sobre quem faleceu após muito sofrer. Mas, será que esta frase condiz com a verdade? Ela traduz a realidade de todos os “bons” que morrem? O que as Escrituras ensinam a respeito do descanso eterno?

Jesus nos diz que na eternidade há apenas dois destinos: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Quem morre em Cristo descansa, quem morre sem Ele, não! Portanto, a questão não é se a pessoa é boa ou não, mas se tem ou não a Cristo, pela fé, como Salvador pessoal; se entregou ou não sua vida ao Redentor.

Observemos com atenção o que a Bíblia nos diz: “E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem.” No texto, os que “morrem no Senhor” são chamados bem-aventurados, pois descansam de suas lutas. O termo “obras”, com certeza, trata do fruto da vida em Cristo, e não de obras como meio para alcançar a salvação, como, aliás, Paulo escreveu: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8,9 — grifo do autor).

A morte é a entrada no descanso precioso, não para os “bons”, mas para quem, pela fé em Cristo, mediante o novo nascimento, se tornou filho de Deus (João 1:12). Foi assim que um homem terrível, um malfeitor, não tendo mais tempo de realizar qualquer “boa obra”, ouviu do Salvador: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23:43). É assim que um homem mau, mas que pela fé se arrepende e entrega sua vida ao Senhor Jesus, ao morrer, descansa, e outro, ainda que sendo bom, mas sem esta mesma disposição, entra para o “tormento eterno”. Pense nisso!

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