A Palavra
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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Entre a carne e o Espírito: um chamado à santidade em tempos de carnaval

“Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gálatas 5:16)

Carnaval
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Pr. Cleber Montes Moreira

A teoria mais aceita pelos etimologistas aponta que a palavra “carnaval” deriva do latim tardio carnelevarium ou carnem levare, expressão que significa literalmente “retirar a carne” ou “abster-se da carne”. O termo passou a ser usado na Idade Média para designar o período imediatamente anterior à Quarta-feira de Cinzas, marcando o último momento de liberdade alimentar e festiva antes da Quaresma — os quarenta dias de jejum e penitência que antecedem a celebração da Páscoa no calendário litúrgico ocidental, conforme o calendário gregoriano.

Contudo, o que historicamente significava “abstenção da carne” transformou-se, na prática, em exaltação da carnalidade. O que deveria anteceder um período de reflexão e contrição tornou-se uma celebração do excesso. A transição é emblemática: da ideia de renúncia, passou-se à apologia dos impulsos mais baixos da natureza humana, onde o prazer imediato sobrepõe-se à sobriedade do espírito.

O Carnaval pode ser definido como uma festa de inversão social e subversão temporária da ordem estabelecida. As hierarquias são simbolicamente suspensas, papéis são trocados e limites são relativizados. A rua torna-se palco, o corpo torna-se vitrine e a transgressão passa a ser celebrada como liberdade. Em vez de contenção, há incentivo à permissividade: nudez, sensualização explícita, banalização do sexo, infidelidade, consumo de álcool e drogas, e o estímulo a paixões desordenadas. O que a Escritura chama de “obras da carne” — “adultério, fornicação, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias…” (Gálatas 5:19-21) — é frequentemente promovido como entretenimento legítimo. A consequência não é apenas momentânea: famílias feridas, crianças expostas precocemente à erotização, gravidez indesejada, abortos, lares destruídos e consciências cauterizadas são os frutos amargos dessa cultura.

Em muitos desfiles e blocos, pais levam seus filhos para assistir e absorver tudo o que ali se apresenta. Entretanto, a Palavra de Deus é clara quanto à responsabilidade espiritual dos pais: “Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele” (Pv 22:6). Também lemos: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6:4). Ao expor deliberadamente os filhos a ambientes de sensualidade e relativização moral, muitos acabam contribuindo para a formação de uma consciência moldada pela permissividade, não pela verdade. A omissão no ensino do caminho do Senhor não é neutra; ela produz consequências espirituais sérias, e cada pai prestará contas diante de Deus pela liderança exercida no lar.

Além disso, grande parte das festividades carnavalescas incorpora elementos e símbolos de religiões de matriz africana, exaltando entidades ligadas a essas crenças. Também se observam enredos comprometidos com ideologias contrárias aos princípios bíblicos, bem como manifestações de cunho político-partidário. Não se trata, portanto, de uma celebração neutra. Muitas vezes, os conteúdos apresentados confrontam valores fundamentais da cosmovisão cristã. Por essa razão, este não é um ambiente apropriado para quem deseja viver de modo coerente com o Evangelho. A tentativa de justificar a participação sob o argumento de “evangelizar no meio da folia” exige discernimento sério: o testemunho cristão não pode ser confundido com conivência. A Escritura orienta: “E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as” (Ef 5:11). O verdadeiro discípulo não busca ocasiões para satisfazer a carne sob pretexto espiritual, mas guarda o coração e a consciência diante de Deus.

A chamada “festa da carne” contrasta frontalmente com a espiritualidade bíblica. Paulo ensina: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais as coisas que quereis” (Gl 5:17). Em seguida, ele distingue claramente as obras da carne do fruto do Espírito. O fruto do Espírito — sempre no singular, porque procede de uma mesma fonte — é “amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança” (Gl 5:22). Quem anda no Espírito não dá ocasião aos impulsos pecaminosos, mas busca conformar-se ao padrão de santidade estabelecido pelo próprio Deus, pois está escrito: “Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1:16).

Talvez alguém diga: “Eu não vou ao Carnaval, mas gosto de acompanhar pela TV”. Ora, aquilo que atrai nosso olhar penetra mentes e corações. Um verdadeiro cristão não colocaria diante de seus olhos aquilo que diz repudiar, nem levaria para dentro de casa o que contamina a pureza do lar. O salmista escreveu: “Não porei coisa maligna diante dos meus olhos. Eu odeio a obra daqueles que se desviam; não me contaminará” (Sl 101:3 — BKJV). O cuidado com os olhos é, em última análise, o cuidado com a alma.

Como crente, você tem alimentado sua carne ou seu espírito? Tem se deleitado no que agrada a Deus ou no que O entristece? Sua vida evidencia as obras da carne ou o fruto do Espírito? Você tem protegido sua família espiritualmente ou a tem deixado vulnerável às influências deste mundo? Seu testemunho é luz em meio às trevas ou se dilui na multidão? O chamado bíblico não é à conformidade com a cultura, mas à transformação pela renovação do entendimento (Romanos 12:2).

Oração:

Pai Santo, reconhecemos que nossa natureza é inclinada à carne, mas Te agradecemos porque, em Cristo, nos deste o Teu Espírito para vivermos em santidade. Guarda nossos olhos, nosso coração e nossa casa. Dá-nos discernimento para rejeitar o que Te desagrada e coragem para permanecer firmes em meio a uma geração que se afasta da verdade. Que nossa vida reflita o fruto do Teu Espírito e glorifique o Teu nome. Oramos confiados nos méritos de Jesus. Amém.

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sábado, 1 de novembro de 2025

Quando a morte se torna esperança

“E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?”
(1 Coríntios 15:54,55)
Lápide

Pr. Cleber Montes Moreira

No Dia de Finados, enquanto muitos recordam com tristeza a dor da separação, o cristão tem a oportunidade de lembrar com esperança que a morte não é o fim. Para os que estão em Cristo, ela foi vencida — e Jesus é a garantia da nossa ressurreição.

É natural sentir tristeza quando perdemos alguém querido. As lembranças despertam a saudade, e o coração se aperta diante da ausência. No entanto, quando aquele que partiu era um irmão em Cristo, encontramos consolo na certeza da vida eterna. Sabemos, pela fé no Salvador, que haverá reencontro na glória celestial. Essa convicção é um bálsamo para a alma ferida.

Para quem está em Cristo, o túmulo não é o ponto final, mas a porta de entrada para a eternidade com Deus. Como alguns costumam dizer, “para o crente, a morte é uma promoção”, pois ela nos eleva à presença do Senhor. A morte é a libertação do corpo corruptível, sujeito às dores e ao sofrimento, e o prelúdio do revestimento com um corpo glorificado, livre das marcas do pecado. Ali, na presença de Deus, “nunca mais terão fome, nunca mais terão sede, nem cairá sobre eles o sol, nem calor algum. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas vivas; e Deus limpará de seus olhos toda lágrima” (Apocalipse 7:16,17). Diante dessa promessa bendita, compreendemos que, para o salvo, a morte não é uma tragédia, mas uma bênção.

As palavras do apóstolo Paulo em 1 Coríntios 15:54,55 expressam o clímax do grande capítulo sobre a ressurreição. Ali está proclamada a vitória definitiva sobre a morte, através de Jesus Cristo. A morte, o último inimigo do homem (v. 26), foi derrotada pela ressurreição de Cristo e será aniquilada completamente na futura ressurreição e transformação dos crentes.

O versículo 54 aponta para o momento glorioso da ressurreição final — ou do arrebatamento, para os que estiverem vivos — quando nossos corpos mortais, sujeitos à corrupção, serão revestidos da incorruptibilidade. Cumpre-se assim a profecia de Isaías 25:8: “Aniquilará a morte para sempre”. E o versículo 55 retoma o desafio de Oséias 13:14: “Onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua perdição? É uma declaração triunfante de que a morte não tem mais domínio sobre aqueles que pertencem a Cristo.

Quando o assunto for a morte, lembre-se: a morte física não é o fim. A promessa da ressurreição corporal assegura que a vida do crente prosseguirá por toda a eternidade, em uma forma incorruptível e gloriosa. Essa verdade consola o coração diante da partida dos que amamos e nos fortalece para encarar nossa própria finitude com fé e esperança. Jesus declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim, nunca irá morrer” (João 11:25,26). Essa é a verdade que sustenta a nossa fé. Você crê nisso?

Que, como Paulo, possamos também erguer um grito de vitória, proclamando que o medo da morte foi vencido! Porque Cristo vive, nós também viveremos, e a eternidade nos aguarda.

Aplicação:

No Dia de Finados, enquanto muitos olham para o túmulo com lágrimas, o cristão pode olhar para o céu com esperança. A sepultura é apenas o local de repouso do corpo, mas o espírito do salvo está com o Senhor, aguardando o grande dia da ressurreição. Viva, pois, com essa certeza e anuncie essa esperança àqueles que ainda não conhecem o Salvador.

Oração:

Pai amado, obrigado porque em Cristo a morte foi vencida e a eternidade nos aguarda. Consola os corações enlutados e renova em nós a esperança da ressurreição. Em nome de Jesus, amém.


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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Com a morte, cessa a oportunidade

 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” (Hebreus 9:27)

Túmulo
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Pr. Cleber Montes Moreira

O dia 2 de novembro é conhecido, especialmente entre os católicos, como o “Dia de Finados”. Nessa data, muitas pessoas homenageiam familiares, amigos e conhecidos que já partiram, visitando cemitérios, levando flores, acendendo velas e até mesmo intercedendo pelos mortos. Segundo o site da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, “O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, é uma data profundamente significativa para a Igreja Católica. Neste dia, a Igreja convida os fiéis a dedicarem orações às almas dos falecidos, com especial ênfase nas almas que ainda estão no purgatório. Mais do que um momento de luto, o Dia de Finados é um momento de fé e esperança, baseado na crença da vida eterna e da ressurreição dos mortos.”1

Mas a doutrina bíblica, a única fonte infalível de fé e prática, anula por completo a crença de que a intercessão dos vivos tenha qualquer efeito sobre o estado dos que já morreram, bem como destrói a ideia da existência de um purgatório. A Palavra de Deus declara claramente: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo” (Hebreus 9:27). A morte é seguida pelo juízo, e não por um período intermediário em que orações, missas ou qualquer outro tipo de prática humana possam mudar o destino eterno de alguém.

Na parábola do rico e Lázaro, Jesus nos ensina que, após a morte, existe um abismo intransponível entre o lugar de tormento e o lugar de consolação: “E além disso, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós, não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá” (Lucas 16:26). Essa passagem destrói qualquer possibilidade de comunicação ou intercessão eficaz entre os vivos e os mortos.

É verdade que a Palavra de Deus muitas vezes desaponta, porque confronta tradições e crenças que se tornaram parte da cultura religiosa de muitos. Entretanto, a Bíblia não foi escrita para agradar aos homens, mas para revelar a verdade que liberta. Crer na eficácia de missas e rezas pelos mortos é, ainda que inconscientemente, diminuir o valor da obra redentora de Cristo. É abrir mão da graça para se apoiar em obras humanas. A salvação é totalmente obra de Deus e foi plenamente consumada na cruz. Quando Jesus exclamou: “Está consumado” (João 19:30), Ele declarou que Sua missão redentora estava completa, perfeita, e não carecia de complemento algum. Nenhum sacrifício adicional, nenhuma purificação posterior, nenhum “purgatório” é necessário. O que Cristo fez é suficiente — e basta!

A vida eterna é uma escolha pessoal e intransferível, feita enquanto ainda vivemos. Depois da morte, não há segunda chance, nem possibilidade de arrependimento. Jesus afirmou: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (João 3:18). A condenação ou salvação eterna é determinada pela decisão que cada pessoa toma nesta vida. Quem crê em Cristo é salvo; quem O rejeita já está condenado. A eternidade de cada um é selada pela resposta que dá ao Evangelho.

Talvez esta mensagem confronte suas crenças e abale tradições que você sempre considerou verdadeiras. Se isso aconteceu, entenda: é o amor de Deus que o está chamando à verdade. A Sua Palavra é lâmpada para os pés e luz para o caminho (Salmos 119:105), e somente ela revela o caminho da salvação. Doutrinas humanas, por mais antigas e bem-intencionadas que sejam, não têm poder para mudar o destino eterno de ninguém.

O próprio Senhor Jesus foi categórico ao ensinar que há apenas dois destinos eternos e imutáveis: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna” (Mateus 25:46). Não há menção de purgatório, nem de segunda oportunidade após a morte. O texto é direto e definitivo: ou tormento eterno, ou vida eterna. Crer em Jesus não é apenas aceitar intelectualmente que Ele existe, mas entregar-Lhe a vida, render-se à Sua autoridade e confiar unicamente em Sua obra redentora.

Pelos mortos nada mais podemos, mas pelos vivos há muito o que fazer. Podemos orar, evangelizar, ensinar e advertir, para que conheçam a verdade antes que seja tarde. E, se você ainda não tem certeza de onde passará a eternidade, este é o momento de decidir. Entregar-se a Jesus é mais que uma reação emocional ou um simples assentimento intelectual — é uma mudança de mente e de direção, é abandonar toda confiança em religiões, tradições ou méritos pessoais, e depositar toda a fé unicamente em Cristo e em Sua obra perfeita.

Você gostaria de entregar sua vida a Jesus hoje? Faça isso agora mesmo, com sinceridade e fé.

Oração:

Querido Deus, eu creio na suficiência e exclusividade da obra de Cristo na cruz. Pela fé, renuncio a tudo quanto antes cri e deposito toda a minha confiança apenas em Jesus, o Salvador. Peço que me ajudes a compreender melhor a Tua Palavra e a abandonar convicções e práticas que me afastam de Ti. Entrego a minha vida, sem reservas, a Jesus, e O confesso como meu único Senhor e Salvador. Que o Teu Espírito Santo habite em mim, transforme a minha mente e me ensine a viver de modo digno do Evangelho. Em nome de Jesus, amém.


“Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo.” (Romanos 10:9)

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 https://arqrio.org.br/o-dia-de-finados-na-igreja-catolica/ (acessado em 31/11/2025)

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Crentes de Cristal: A Fé que Não Resiste a um “Não”

“Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” (Lucas 9:23)

cristal quebrado
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Pr. Cleber Montes Moreira

Vivemos na era do “tudo me ofende” e do “me trate como eu quero”. Qualquer contrariedade é suficiente para afastar amizades, romper relacionamentos e até quebrar vínculos com a igreja. É a geração da porcelana fina — bonita aos olhos, mas que se despedaça com um simples toque. E, no meio desse cenário, estão aqueles que professam fé em Cristo, mas não suportam a menor pressão, não aceitam correção e não perseveram quando a caminhada exige renúncia.

Li uma matéria intitulada “Crentes de Cristal”, em que o autor dizia que muitos crentes carregam em si aquele aviso: “Cuidado, frágil!”. Segundo ele, “beicinhos, birrinhas, manhazinhas, ciumezinhos” e outros comportamentos semelhantes são sintomas dessa fragilidade espiritual.

É fato que isso não se limita apenas ao meio evangélico. Vivemos em uma geração que não aprendeu a lidar com frustrações, desapontamentos, esperas, perdas e limites. Um simples “não” parece suficiente para partir muitos corações em pedaços. Pessoas se aborrecem facilmente, esperam ser paparicadas e colocam sua autoestima acima de qualquer compromisso. Infelizmente, essa mentalidade também se infiltra entre os que frequentam — ou até mesmo são membros — das igrejas.

Alguns agem como se dissessem: “Se não me derem atenção… se não me tratarem como eu acho que mereço… se não me derem oportunidade… eu não volto.”

Lembro-me de uma família que, há alguns anos, frequentava regularmente os cultos na igreja onde eu pastoreava. Não eram membros, mas, pela frequência, imaginei que logo se firmariam. Sempre os cumprimentava com carinho, conversava, enviava mensagens e me esforçava para acolher especialmente os filhos. Até que, repentinamente, sumiram. Fiz inúmeros contatos, tanto pessoalmente quanto por mensagens, mas percebi que, assim como a multidão que abandonou Jesus no deserto (João 6:26,66), eles se interessavam mais pelos “pães e peixes” do que pelo compromisso com Deus.

Esse é um comportamento que se repete. Alguns deixam a congregação porque não tiveram palco; outros, porque consideram as mensagens duras demais; outros ainda, porque se magoaram com palavras ou atitudes de irmãos. Enquanto os programas e atividades da igreja lhes agradam, permanecem; mas basta um incômodo, um pequeno desentendimento, e a aparente fé se quebra como casca de ovo.

O que falta a essas pessoas é compreender o verdadeiro significado de tomar diariamente a cruz e seguir a Cristo. Sua fonte de contentamento não é o Senhor, mas o próprio ego. Cultuam a si mesmos e, por isso, não suportam sequer pequenos aborrecimentos, não exercitam a paciência e não buscam maturidade espiritual. Parecem ser de cristal — basta um leve esbarrão, e se quebram.

Paulo escreveu aos coríntios, que eram crentes carnais: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino…” (1 Coríntios 13:11). O problema é que muitos se recusam a deixar a infância espiritual. O crescimento traz desconforto, mas é indispensável.

Aplicação:

O discipulado de Cristo exige renúncia, maturidade e perseverança. O seguidor de Jesus não pode viver à mercê das emoções e caprichos. É preciso aprender a permanecer firme mesmo diante de frustrações, ofensas ou ausência de reconhecimento. A cruz não é leve porque nos traz conforto, mas porque Cristo caminha conosco (Mateus 11:30).

Oração:

Pai amado, livra-nos da imaturidade espiritual e ajuda-nos a perseverar mesmo diante das dificuldades. Ensina-nos a tomar nossa cruz a cada dia e seguir a Cristo com fidelidade. Em nome de Jesus, amém.

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